O coronavírus mudou a economia, a logística e vida de todos nós nessas últimas semanas de quarentena.

Rotinas alteradas, reuniões online, projetos adiados e modelos de negócios alterados. Sim, a covid19 chegou e precisamos nos adaptar.

As mudanças sempre nos obrigam a rever nossos conceitos, motivações e propósitos. Esse é mais um daqueles episódios que põem a inteligência da humanidade à prova. Mas, a grande pergunta é…

Como não enlouquecer na quarentena?

Existem vários hacks, dicas e materiais na internet sobre como lidar com esses momentos difíceis como o da covid19. Com certeza, seus amigos e familiares mais próximos estão mais nervosos, ansiosos, entediados e até deprimidos.

Sim, o mundo está punk. Muitas pessoas estão, literalmente, enlouquecendo na quarentena. As redes sociais mostram o quanto a sociedade está doente, imediatista e hiperacelerada.

Esse isolamento obrigatório nos deu mais tempo livre. Mas, como dizia a minha finada avó: mente vazia é oficina do diabo. Nem sempre o ócio gera criatividade e boas ideias…

Esse tempo livre tem prejudicado a saúde mental das pessoas. Depressão, ansiedade e síndrome do pânico não são frescuras e muito menos doença de ricos.

Esses problemas mal resolvidos são questões de saúde pública e podem aumentar as taxas de suicídios das próximas gerações. A ideia deste post é mostrar como eu não enlouqueci na quarentena.

Eu realmente acredito que este texto pode ajudar outras pessoas, principalmente os mais jovens. Só para te lembrar: são os novos estudantes que pagarão a conta que vamos deixar no futuro.

Ansiedade

Todos nós temos dilemas, inseguranças e medos. Sim, medos. Eu, você e qualquer outra pessoa nesse mundo têm conflitos internos.

Augusto Cury já dizia que o mal do século é a ansiedade. O coronavírus e as redes sociais potencializaram isso.

Com certeza, você já deve ter se estressado ao olhar o seu whatsapp nas últimas semanas…

Eu aprendi a lidar com a ansiedade ocupando a minha mente e o meu tempo. Isso foi resultado de networking, mentorias e terapias.

Então, se você está mais ansioso nesses últimos dias, tente arrumar um projeto novo, uma ideia nova. Enfim, algo que te tire do tédio e da monotonia.

Trabalho remoto às pressas

Bom, o serviço público ainda não se adaptou totalmente ao trabalho remoto. Sim, foi uma mudança forçada que pegou muitos de surpresa.

Eu já havia trabalhado remotamente como pesquisador. Então, essa mudança não foi tão brusca para mim.

O fato é: o trabalho remoto chegou e isso é uma tendência irreversível. As empresas privadas e as startups já praticavam o home office. Chegou a vez do governo.

Os apps Zoom e Google Duo também passaram por mudanças fortes. Estamos na era do teletrabalho.

Na prática, eu estou trabalhando bem mais do que no escritório físico. Um dia “normal” meu acaba às 4h da manhã.

O lado excelente é que estou mais perto da minha esposa e da minha filha.

A questão do home office é saber organizar e priorizar a sua rotina para que as demandas domésticas não tomem todo o seu tempo e a sua produtividade.

Sim, a louça vai ficar suja, a lâmpada pode queimar e a TV pode pifar. Os nômades digitais podem nos ensinar muito nesse ponto.

Os seus projetos e demandas mais críticas continuarão relevantes. Os prazos não deixarão de existir. A gestão do tempo continua fundamental.

Horários bem definidos e tarefas exequíveis. Mas agora, o seu escritório é a sua casa.

Vamos agora falar sobre os sites relevantes, soft skills e tendências de tecnologias exponenciais que podem te ajudar nessa quarentena. A ideia é mostrar como isso me ajudou e como pode te ajudar também.

Os 4 sites para você abrir sua mente

Existe muito material bom e de graça na internet. Você só tem que fuçar um pouco e atiçar a sua curiosidade. Veja os 4 sites que todo estudante deve conhecer.

GeographyIQ

Um atlas mundial online com dados relevantes sobre a geografia, história, economia, política e cultura dos países e cidades. Meus amigos mochileiros usam muito esse site.

Quora

Uma comunidade virtual para você trocar perguntas e respostas com experts em vários assuntos. Você pode criar listas de interesses e conhecer gente nova.

Lumosity

Um portal com games viciantes para você melhorar sua capacidade cognitiva, criatividade, memória e raciocínio lógico

TED

Um site famoso com palestras sobre Inovação, Entretenimento, Gig Economy e Modelos de Negócios. Somente os fodões são convidados para palestrar no TED.

As 4 soft skills que eu aprendi trabalhando com programadores fora da curva

Eu comecei a minha a carreira na área de desenvolvimento de sistemas lá pelos anos de 2007. Desde então, eu tive a chance de conviver com muitos programadores fora da curva e talentosos.

Eu reparei que eles tinham várias qualidades em comum que me influenciam até hoje. Muito do meu background acadêmico e de auditoria veio desse pessoal que estudou e trabalhou MUITO comigo.

Hoje em dia, qualquer um pode aprender a programar de graça e ficar por dentro das tecnologias exponenciais para depois da quarentena.

Veja agora as 4 soft skills dos programadores mais fodões que eu conheço.

1 – autodidatismo

Eles aprendiam qualquer coisa sozinhos. Não importa a linguagem de programação, o banco de dados ou o framework. Baixa um tutorial no Google Chrome e se vira para aprender.

2 – problem solver

Pegou a demanda, resolve. O sistema está com bug, conserta. Eles não tinham mimimi. O negócio era por a mão na massa.

Não deu conta de resolver, pede ajuda ou pergunta para quem sabe. Essa praticidade às vezes pode assustar.

3 – vícios

Uma soft skill não tão positiva kkk. Café, chocolate, pizza e energético eram os itens de sobrevivência deles.

4 – freelas

Todo desenvolvedor top que eu conheço pega vários projetos por fora. Em geral, eles trabalham em órgãos públicos e empresas privadas e trabalham como freelas à noite ou nos finais de semana.

Ok, vamos agora falar sobre as tendências das tecnologias exponenciais para depois dessa quarentena.

As tendências das tecnologias exponenciais para depois da quarentena

Esses são os temas que eu acredito ser muito relevantes e que podem direcionar melhor os seus planos, projetos e metas pessoais, profissionais e financeiras.

Computação quântica

A computação quântica é a base para as tecnologias exponenciais. A Amazon investe nessa ideia e criou o Braket, um app para acessar os computadores quânticos pela nuvem.

Em 85, o físico israelense David Deutsch publicou um artigo sobre como montar um computador quântico. Essa pesquisa da Universidade de Oxford ajuda as empresas até hoje.

Em 1994, o matemático PeterShor escreveu o primeiro algoritmo quântico no Bell Labs. Esse código quebra as criptografias mais avançadas e virou o “algoritmo de Shor”.

No ano 2000, a IBM lançou um computador com 5 qubits.

Já em 2007, a empresa DWave lançou um computador quântico que resolve em poucos segundos milhares de enigmas de Sudoku.

Em 2015, a Alibaba criou um laboratório de computação quântica para turbinar seu e-commerce.

Em 2017, a Microsoft criou a linguagem de programação Q para softwares quânticos. A Intel criou um processador quântico.

Por fim, em 2018, a Google lançou o processador Bristlecone.

computação quântica

Matemática aplicada à epidemiologia

Os números não mentem, simples assim. A epidemia do covid já balançou o mercado e a logística mundial.

Precisamos entender a matemática dessa epidemiologia para não virarmos reféns de outro evento cisne negro. A pestenegra dizimou um pedação da Europa…

O autor Taleb já bate nessa tecla há uns 20 anos. Probabilidades, incertezas e aleatoriedades são temas relevantes que precisam ser melhor explorados.

Isso reforça a importância das pesquisas acadêmicas e dos trabalhos das startups, governos e empresários. O planeta Terra vive um momento crítico.

As soluções para problemas complexos como o do coronavírus não precisam ser complexas, elas precisam ser práticas. Não adianta criar teorias mirabolantes que só funcionam no mundo das ideias.

Austin Kleon já dizia que precisamos roubar como artistas as ideias, raciocínios e lógicas que deram certo e saber aplicá-las à nossa realidade para resolver os nossos problemas. Praticidade, meu amigo.

Geoprocessamento

Geoprocessamento é a tecnologia por trás dos apps de localização como Waze, Google Maps e Uber. A ideia é passar as informações dos mapas, ruas e endereços para a tela do seu celular.

Os algoritmos de geoprocessamento usam muita computação gráfica, bancos de dados geográficos e programação mobile.

Os SIG (sistemas de informações geográficas) são o futuro das interações entre pessoas, dispositivos e instituições.

Com isso, os fenômenos da internet das coisas e da spatial web ganham cada vez mais força. É legal entender a lógica dessas tecnologias exponencias.

O mundo se torna um ecossistema hiperconectado. Os dados e informações integradas e em tempo real. Isso é a disrupção tecnológica.


Geoprocessamento

Computação neuromórfica

A computação neuromórfica é um conceito criado por Carver Mead no final dos anos 80. Isso vem dos sistemas integrados de alta escala VLSI.

A ideia era usar os circuitos eletrônicos para imitar as arquiteturas neurobiológicas do sistema nervoso. Simular um cérebro eletrônico.

A engenharia neuromórfica consegue juntar física, biologia, computação, matemática e engenharia elétrica. Uma área interdisciplinar para quem curte trabalhar com robôs e biotecnologia.

Esse é um tema para o estudante ficar de olho. As redes neurais e a inteligência artificial são bons exemplos desse contexto.

Computação neuromórfica

Neuromarketing

O neuromarketing é uma junção das neurociências com a publicidade, propaganda e marketing. A ideia é você conseguir ler e manipular a mente dos seus clientes.

Assim, você consegue vender os produtos mais caros na hora certa e no momento adequado. Depois, dê uma fuçada no Google sobre a fórmula do lançamento, Érico Rocha e Jeff Walker…

Você já ouviu falar em psicologia das cores? As cores vermelhas e amarelas do McDonalds e a tela preta do Netflix não são por acaso. Os anúncios no seu e-mail e no Facebook também não são coincidências.

Tudo isso é neuromarketing. Você entende as dores e os desejos mais secretos dos seus clientes e depois cria serviços, produtos e soluções para esses problemas. O objetivo é tocar na ferida mesmo.

neuromarketing

Enfim, essas são as tendências do pós covid19. Bom, essas foram as minhas contribuições para você não enlouquecer na quarentena.

A ideia aqui é te entreter com fatos, tecnologias e dicas úteis para a sua vida de eterno estudante.

Se você chegou até aqui, muito obrigado pela sua atenção. Você pode me seguir no Instagram para ter acesso a mais conteúdos sobre tecnologia e inovação de graça. Compartilhe este texto.

Pedro Londe

Autor do livro “O que diabos é Gig Economy?: Como ter várias fontes de renda e aproveitar ao máximo todas as suas habilidades“

Pedro Londe

Pedro Londe

Um brasileiro apaixonado por tecnologia e inovação que adora questionar os padrões impostos pela nossa sociedade. Gosto de escrever sobre assuntos complexos e quero que você enxergue nos estudos uma forma de evoluir na sua vida.

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