Neuralink, esse é um termo que vai bombar nos próximos anos. A pegada deste texto é meio abstrata, viajante e trans-humanista e pode parecer meio louca para você estudante inexperiente. Mas não se preocupe, eu vou te explicar os detalhes dessa nova tecnologia com exemplos práticos, analogias e uns palavrões para você entender do assunto e rir um pouco.

Assim como elevator pitch e marketing de precisão, neuralink é uma daquelas palavras que todo estudante desenrolado deve ter uma ideia do que significa. Você não precisa virar um especialista no assunto. Mas, é sempre bom dar uma pesquisada no Google sobre esses termos buzz para não boiar nas conversas com seu chefe ou professores. Isso é networking com inteligência relacional!

Bom, antes de falar sobre a parte tech e os detalhes do neuralink, vamos voltar à escolinha e nos lembrar que temos 5 sentidos: olfato, paladar, visão, tato e audição. Ok, um spoiler, a empresa neuralink é um negócio para criar uma interface entre o cérebro humano e um chip. Isso mesmo, a ideia é enfiar um chip na sua cabeça e te transformar num computadorzão. Louco, neh?

O líder “malvado” dessa companhia é um sul-africano branco e famosinho na internet: Elon Musk. A ideia dessa tecnologia neuralink é justamente criar um sexto sentido para os seres humanos. Isso parece papo de ficção científica, mas esse produto já tem até protótipo de lançamento no Youtube. Continue comigo para mais detalhes!

elon musk bebê

O que é um neuralink?

Um device para ajudar as pessoas paraplégicas nas tarefas simples do dia a dia como usar um smartphone ou o mouse de um notebook. A ideia desse chip é ajudar pessoas com limitações físicas a terem uma vida com mais autonomia. Mas, os testes com humanos estão apenas no papel. Mesmo assim, Elon Musk e sua turma estão bem otimistas para começar esses testes logo. O plano é iniciar os trabalhos no final de 2020.

O neuralink é uma tecnologia que afeta vida humanas e os órgãos reguladores já estão de olho. Por enquanto, os testes dos protótipos são apenas em macacos e roedores. Aqui vale um comentário para os estudantes, é sempre importante pensar em formas de testar e validar seus produtos, ideias e serviços. Por mais que os livros, cursos online, vídeos e teorias digam uma coisa, você precisa testar, testar e testar as suas ideias e hipóteses. É experimentar e conhecer mesmo. Quanto mais você sentir como uma ideia funciona, melhor.

Esse feeling pode ser o diferencial de uma ideia top para um projeto tosco. Mark Zuckerberg não criou o Facebook só com vídeos no Youtube. Elon Musk não montou a Tesla só com e-books da internet. É mão na massa, hardwork e muita cultura maker. Vamos agora conhecer os detalhes do Neuralink no cérebro dos humanos.

A parte do neuralink que fica no seu cérebro (isso mesmo!)

Sim, essa parte é estranha mesmo. A ideia é colocar as peças do neuralink no cérebro dos humanos por meio de uma cirurgia. Os implantes cerebrais já existem desde a década de 70. Mas, esse é um procedimento muito delicado, qualquer errinho pode dar merda. Mesmo assim, as pesquisas nessa área estão a todo vapor. Já temos até estudos sobre a origem genética da inteligência humana.

Os testes do neuralink usam eletrodos para detectar as mensagens trocadas entre os nervos cerebrais. Os campos elétricos gerados são os disparos dos neurônios. A distância entre esses eletrodos é de 60 nanômetros fora do crânio. Ou seja, uma pecinha pequena na sua cabeça vai ler e decodificar as mensagens no seu cérebro.

A ideia é encaixar esses eletrodos e um pequeno receptor embaixo do crânio. É como se fosse uma mini-antena na sua cabeça que não fura o seu cérebro. Tudo isso é nanotecnologia, um assunto muito relevante e com poucos estudantes qualificados. Depois, dê uma olhada com mais calma nesses livros do SENAI e do Omar Vilela Neto. O material é bem didático, linguagem fácil e com vários exemplos legais.

Essa nanotecnologia do neuralink criou mais um player no mercado: o cirurgião robótico. Um robô super cuidadoso que consegue colocar os eletrodos no cérebro dos humanos com uma baixa margem de erro. Literalmente, essa maquininha instala cada um dos fios finos no cérebro da pessoa. Pra quem já projetou foguetes especiais e carros elétricos, um robozinho é mole para o time do Musk. Veja a foto desse novo ‘médico’ abaixo.

cirurgião robótico - O 'médico' da neuralink!
O ‘médico’ da neuralink!

A parte do neuralink fora do seu cérebro (ufa!)

Bom, agora você já tem uma ideia das partes internas do neuralink. Vamos agora conhecer a peça que fica de fora do cérebro. A parte do neuralink fora do crânio é uma peça que fica atrás da orelha. A ideia de ter um chip de super-cérebro biônico implantado na sua cabeça por um robô ainda parece muito surreal para 97% da população.

Isso pode gerar progressos brutais para a ciência. Mas, também pode dar muita merda e sequelas para as experiências sem sucesso. Já imaginou ficar dependente de um robô neurocirurgião toda vez que o software do seu encéfalo precisar de atualizações? Monopólio, inflação, tráfico de cérebros, vazamento de pensamentos… Muita coisa estranha e complexa pode acontecer.

Qual é o grande objetivo do neuralink?

Criar um cérebro portátil e recarregável. O dispositivo chamado link do neuralink guarda os programas, o hardware processador e as baterias. Assim, se a bateria do seu super cérebro descarregar, é só colocá-la perto da tomada. A ideia foi criar um computador dentro do cérebro de cada pessoa, um computador “invisível”. No futuro próximo, Musk vislumbra o chip do neuralink como cirurgia eletiva.

Isso mesmo, as pessoas teriam a opção de turbinar o próprio cérebro. Ao invés de gastar uma fortuna com cirurgias plásticas, as pessoas investiriam em um encéfalo mais potente. Pois é, um robozinho especialista em neurocirurgias pode te deixar com o raciocínio mais rápido do que o de um computador quântico. Esse papo está meio Exterminador do Futuro, Skynet, mas pode acontecer mesmo.

Os possíveis efeitos sociais e econômicos

Se o mundo continuar capitalista, a Apple e a Amazon poderiam falir, pois os humanos conseguiriam fazer compras com o poder da mente. O seu iPhone e Apple Watch se tornariam obsoletos. É só você se lembrar que há 10 anos os óculos de realidade aumentada eram coisas de outro planeta. Pois é, hoje em dia a Google e a Nintendo fazem vários games com essa tecnologia de “outro planeta”.

Os negócios por telepatia podem se tornar uma ideia viável. Sim, o neuralink pode transmitir as ondas cerebrais por uma rede sem fio. A velocidade das comunicações aumentaria vertiginosamente. Os nossos pensamentos são instantâneos e conseguir transformar tudo isso em dados e informações é um processamento bem complexo, mas projetável.

O problema é que esses super-cérebros poderiam se tornar um substituto para as drogas, alimentos e bebidas. Com isso, um app do neuralink poderia falir várias empresas e indústrias numa tacada só. Muitas redes sociais e “sociedades paralelas” também surgiriam e aumentariam ainda mais os problemas de corrupção, desigualdades sociais e educacionais.

Os problemas futuros…

Bom, ransomware é um vírus que bloqueia os arquivos do seu computador ou smartphone e os exclui até você pagar um resgate $$$$ (em dinheiro ou bitcoin) ao sequestrador. Esse é um problema crônico de segurança da informação das redes de dados no mundo inteiro. E se esse bug atacasse o seu cérebro portátil? Teríamos um problema de saúde pública ou de tecnologia?

Ok, chega de profetizar o apocalipse e criar teorias da conspiração. Vamos agora conhecer a parte negocial da empresa e da marca neuralink e os cérebros pensantes por trás desse projeto case de inovação. Venha comigo!

A empresa e marca neuralink

Neuralink é uma parceria da galera de neurotecnologia (sim, isso existe). Elon Musk é o líder desse projeto criado em 2016 em São Francisco. O pitch deles é criar interfaces cérebro-computador implantáveis. Esse trabalho complexo usa muitas ideias desenvolvidas pelo pai da computação Alan Turing.

Musk e sua turma se baseiam também no conceito da ficção científica chamado “laço neural”, uma ideia criada pelo romancista João Banks. A meta de curto prazo para o neuralink é ser um chip para auxiliar na cura de doenças graves. Uma melhoria da saúde humana com uso da computação e nanotecnologias. Vamos agora conhecer os parceiros de Elon Musk e aprender coisas legais com eles.

Tim Hanson

Timothy Hanson é engenheiro elétrico e de computação. Além disso, é doutor em neurobioloiga com uma tese sobre tecnologias para interfaces entre cérebro e máquina. Esse background em programação abriu portas para Tim trabalhar na área de pesquisas biomédicas.

Philip Sabes

Phil é formado em física, francês e matemática. Ele também é doutor em filosofia pelo MIT com foco nas ciências cognitivas. Hoje em dia, Philip trabalha como professor universitário de psicologia e neurociência e é um dos primeiros fundadores da marca neuralink.

Paul Merolla

Paul é um acadêmico que curte machine learning, hardwares neurais, programação e inteligência artificial. Ele já foi pesquisador da IBM em um projeto de computação cerebral, fez doutorado em bioengenharia e é engenheiro elétrico.

Ben Rapoport

Benjamin é um médico neurocirurgião formado em Harvard com doutorado em engenharia elétrica e computação pelo MIT. Esse cara é um polímata total. Além disso, ele é um pesquisador atuante na parte chips implantáveis, neurociências e cirurgias autônomas.

Max Hodak

Max é um empreendedor jovem formado em engenharia biomédica no ano de 2012. Ele é co-fundador do neuralink e foi CEO dos negócios MyFit e Transcriptic. MyFit é um app para ajudar os estudantes a entrarem nas universidades. Já o Transcriptic é um laboratório virtual de biologia na nuvem.

Tim Gardner

Tim é um neuro-engenheiro empreendedor bem atuante na área acadêmica. Ele saca muito sobre impressoras 3D, neurociências e cultura maker. Além disso, Tim Gardner é bacharel em física e doutor em biologia.

Vanessa Tolosa

Vanessa é bacharel e doutora em engenharia química. Ela é bem atuante nas áreas de nanotecnologias e ciência dos materiais. Nossa amiga Vanessa desenvolveu uma impressora 3D para microestruturas que vale mais de 200 mil dólares.

Dongjin Seo

Dongjin Seo é um jovem doutor em engenharia elétrica e computação com vários prêmios na área acadêmica. Além disso, ele também saca muito de redes wifi, circuitos integrados, implantação de sistemas e telecom.

Elon Musk

Ok, o Elon Musk dispensa comentários, não é mesmo? Elon Reeve Musk nasceu em Pretória na África do Sul, tem quase 50 anos e é CEO da Tesla Motors, SolarCity, Neuralink e SpaceX. Musk já demonstrou publicamente que se preocupa muito com a extinção dos seres humanos. Assim, as suas empresas têm umas demandas bem ousadas como: redução do aquecimento global com energias renováveis, projetos para colonização de Marte e aplicações seguras da inteligência artificial.

Enfim, agora você já conhece a parte tech, o modelo de negócios e a galera pensante da marca neuralink. Você pode perceber que é um projeto bem específico que mistura conceitos sobre startups, biotecnologias, neurociência, deep learning e programação. Ficar por dentro dessas novidades pode te ajudar muito durante e depois da faculdade.

Muito bem, essas são as principais informações sobre a tecnologia neuralink. Eu sei que o artigo ficou enorme, mas a ideia é te fazer pensar e te entreter com fatos, tecnologias e insights legais para a sua vida de universitário. Se você chegou até aqui, muito obrigado pela sua atenção. Você pode me seguir no Insta para ter acesso a mais conteúdos legais e de graça. Se você gostou deste artigo, então compartilhe com os seus amigos.

Pedro Londe

Pedro Londe

Um brasileiro apaixonado por tecnologia e inovação que adora questionar os padrões impostos pela nossa sociedade. Gosto de escrever sobre assuntos complexos e quero que você enxergue nos estudos uma forma de evoluir na sua vida.

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